Copom corta a Selic, mas Brasil segue com o maior juro real do mundo
Nesta quarta-feira o Copom cortou a Selic de 14% para 13,75% ao ano, quinto corte consecutivo e decisão unânime. No mesmo dia, do outro lado do Atlântico, o Federal Reserve subiu os juros americanos após três anos sem alta, levando a taxa pra faixa entre 3,75% e 4% ao ano. A Superquarta reuniu dois bancos centrais andando em direções opostas: enquanto o Brasil segue afrouxando a política monetária pelo quinto mês seguido, os EUA reagem a pressões que o mercado já via como certas. A aposta de que o Fed subiria os juros havia disparado a 92,5% na véspera, segundo o FedWatch Tool. Apesar do corte, o Brasil segue com o maior juro real do mundo. Segundo levantamento da MoneYou, o indicador brasileiro (taxa nominal menos a inflação esperada pros próximos 12 meses) ficou em 8,45% mesmo depois da redução da Selic. Na prática, quem toma crédito no Brasil ainda paga um dos custos mais altos do planeta em termos reais, enquanto o investidor em renda fixa segue com um dos maiores prêmios relativos do mundo. A queda gradual da Selic tende a aliviar o crédito aos poucos, mas um corte só não tira o país do topo do ranking.
Menor Selic barateia crédito aos poucos, mas Brasil segue cobrando o juro real mais alto do planeta.
Fonte: G1 Economia
Dois lados da xícara ▲ Ganha Empresas e famílias endividadas, que pagam menos juro com a Selic mais baixa | ▼ Perde Poupador em renda fixa, cujo retorno real cai um pouco mas ainda lidera o ranking mundial |
|
|
|
Petrobras sobe diesel em R$ 1, mas subsídio do governo anula o aumento
 A Petrobras informou que vai aumentar o preço do óleo diesel A vendido às distribuidoras em R$ 1 por litro a partir desta quinta-feira. Na prática, porém, o consumidor não deve sentir o repasse. Um novo subsídio do governo federal garante desconto no mesmo valor do reajuste, o que faz o preço final de venda da Petrobras às distribuidoras permanecer inalterado, segundo a própria empresa. O benefício tem validade de 30 dias. O presidente Lula assinou a medida na semana anterior ao anúncio da Petrobras, um movimento pra evitar que o aumento chegue à bomba num momento de pressão sobre preços. Passado o prazo do subsídio, a conta pode mudar: sem renovação do benefício, o reajuste de R$ 1 por litro tende a aparecer no preço final pro caminhoneiro e, depois, pro consumidor.
Diesel não fica mais caro agora, mas o alívio tem prazo de validade de 30 dias.
Fonte: G1 Economia
A dose exata 8,45% Juro real brasileiro segundo a MoneYou, o maior do mundo mesmo após o corte da Selic pra 13,75%. |
|
|