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BizShot |
Shot Matinal · 06h
13 AGO · Nº 067
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Bom dia, cafeinado.
O Congresso fechou a semana com um pacote e tanto: combustível mais barato no papel, mercado livre de energia se abrindo e o BRB ainda dependendo de Fux pra não quebrar. Enquanto isso, a Jeep perde espaço pras chinesas e tenta reagir com um SUV híbrido de entrada. Café na mão, notícia na tela. Vira o shot. ☕
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No shot de hoje | ⛽ | Combustível mais barato: Senado aprova |
| 🏦 | BRB: futuro nas mãos de Fux |
| 🔌 | Energia: mercado livre chega pra todo mundo |
| 🚙 | Jeep lança híbrido de entrada contra chinesas |
| 🌱 | Biometano ganha tração antes da lei |
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I · A Manchete
Senado aprova projeto que usa dinheiro do petróleo pra baratear combustível
O Senado aprovou nesta quarta-feira, com 61 votos a favor e apenas 2 contra, o projeto que permite ao governo usar a receita extra da venda de petróleo pra reduzir impostos sobre combustíveis. O texto já havia passado pela Câmara e agora vai para a sanção do presidente Lula. Além do combustível, a proposta virou um cabide de benefícios: concede subsídios via redução de tributos pra indústria de fertilizantes e para o setor de minerais críticos e estratégicos, e ainda garante isenção pra Copa do Mundo Feminina. Também amplia gastos fora do teto fiscal em 2026, ao retirar despesas com defesa dos limites do arcabouço. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que os gatilhos incluídos no texto devem gerar uma economia de cerca de R$ 10 bilhões nas despesas obrigatórias em 2027, o que abriria espaço fiscal importante pro ano seguinte. A lógica é usar a alta do petróleo pra mitigar o ritmo de crescimento do gasto obrigatório. Na Câmara, a relatora Marussa Boldrin (Republicanos-GO) incluiu uma série de jabutis no parecer, ampliando o projeto que originalmente só tratava do preço dos combustíveis. O texto agora espera apenas a assinatura presidencial pra entrar em vigor.
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Por que importa
Se sancionado, o projeto pode baixar o preço na bomba e ainda destrava espaço fiscal, mas também abre uma porta grande pra gastos fora do teto e benefícios a setores que nada tinham a ver com o tema original. |
G1 Economia →
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O número do dia
R$ 10 bilhões
É a economia estimada pelo ministro Dario Durigan nas despesas obrigatórias em 2027, graças aos gatilhos do projeto do combustível aprovado pelo Congresso.
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II · O Essencial
 Crédito
BRB deposita última ficha em Fux pra evitar liquidação O Banco de Brasília entrou numa nova rodada de conciliação no STF nesta quinta-feira, com governo federal, governo do DF e os maiores bancos do país na mesa. O objetivo é destravar um empréstimo bilionário que, mesmo após acordo homologado no Supremo, ainda não saiu do papel. A governadora Celina Leão, do DF (acionista majoritário do BRB e tomador do empréstimo), acusa órgãos federais de inércia no tratamento do tema. Segundo o Neofeed, o banco agora deposita suas fichas no ministro Luiz Fux, numa missão de convencer o Fundo Garantidor de Créditos a aprovar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto a um consórcio de bancos públicos e privados. O caso já dura meses sem solução prática, apesar do acordo formal existir no papel. A reunião desta quinta é mais uma tentativa de sair do impasse burocrático e político que trava o dinheiro.
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O que significa: Enquanto o empréstimo não sai, o risco de liquidação do BRB continua no radar, e isso afeta a confiança no sistema bancário público do DF. |
G1 Economia →
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 Energia
Lula abre mercado livre de energia pra pequenos negócios e, depois, residências Lula assinou decreto que regulamenta a abertura do mercado livre de energia elétrica para consumidores de baixa tensão a partir de novembro de 2027. Isso inclui pequenos estabelecimentos comerciais, propriedades rurais, indústrias de menor porte, hospitais e escolas. Esses consumidores poderão escolher livremente o fornecedor de energia, algo hoje restrito a grandes empresas. Para os consumidores residenciais, a mesma possibilidade só chega a partir de novembro de 2028, um ano depois. O decreto marca uma etapa concreta na liberalização de um setor historicamente concentrado nas distribuidoras locais, dando fôlego pra quem quer negociar preço e contrato diretamente com geradoras.
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O que significa: Pequenos negócios ganham poder de negociação sobre a conta de luz a partir de 2027, e o consumidor comum entra no jogo só um ano depois. |
G1 Economia →
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 Automóveis
Jeep lança híbrido de entrada pra tentar frear avanço chinês A Jeep apresentou o Avenger, novo SUV fabricado em Porto Real (RJ), com preço inicial promocional de R$ 114.990 para a versão de entrada Altitude, limitado às primeiras mil unidades. Com pacote de opcionais como câmera de ré e teto preto, o preço especial sobe para R$ 124.990 nas primeiras 2 mil unidades. O lançamento chega num momento delicado pra marca: segundo o Brazil Journal, a participação da Jeep no mercado de SUVs caiu de cerca de 20% em 2022 para perto de 10% agora, hoje o resultado direto da entrada agressiva das montadoras chinesas no Brasil. A Stellantis, dona da Jeep, aposta no Avenger híbrido justamente pra recuperar terreno num segmento que a própria marca ajudou a criar no país.
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O que significa: Quem pensa em SUV híbrido ganha mais uma opção de entrada mais barata, num mercado que ficou muito mais competitivo com a chegada das chinesas. |
G1 Economia →
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 Biocombustível
Biometano cresce no Brasil antes mesmo da lei que deve regular o setor O mercado brasileiro de biocombustíveis está perto de fechar seu último elo, com o biometano se juntando ao etanol, ao diesel verde (HVO), ao SAF e ao biodiesel. O combustível é derivado do biogás, produzido pela decomposição de materiais orgânicos, vegetais ou animais. Segundo o Neofeed, o mercado já está ganhando tração mesmo antes da conclusão do marco regulatório que deveria organizar o setor, um movimento que mostra a demanda correndo na frente da regulação. A expansão acontece num momento em que o país busca diversificar sua matriz energética renovável, com o biometano se posicionando como peça complementar aos combustíveis já estabelecidos.
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O que significa: Empresas e investidores do setor de energia renovável ganham um novo mercado em formação, com espaço pra entrar antes que a regulação amadureça. |
Neofeed →
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