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04 OUT · Nº 120

Bom dia, cafeinado.

Domingo de eleição: o próximo presidente herda desemprego no piso histórico, juros ainda altos e uma dívida de R$ 11 trilhões. Vira o shot. ☕

No shot de hoje · toque pra pular

🗳️Desemprego baixo, juro alto: a herança do eleito01↓
🛢️Reservas de petróleo: 80% da meta liberada02↓
🤖Ex-segurança da OpenAI cobra mais cuidado03↓
📢Anúncios eleitorais na Meta sob lupa04↓
👓Óculos inteligentes fora da cabine05↓
 
 
01  A manchete↑ índice

Desemprego no menor nível da série histórica: o que o eleito herda na economia

O presidente eleito para governar o país de 2027 a 2030 encontrará o desemprego no menor nível da série histórica e uma balança comercial que segue apresentando resultados positivos. É o ativo mais concreto da herança: mercado de trabalho aquecido e comércio exterior no azul, segundo o levantamento do g1 publicado neste domingo de votação.

O restante do quadro pesa mais. Especialistas ouvidos pelo g1 descrevem uma economia em desaceleração em meio a juros elevados e listam os pontos de atrito: baixa produtividade, instabilidade internacional, alto endividamento das famílias e projeções de inflação acima da meta. Na leitura da colunista Miriam Leitão, o Banco Central ainda mantém juros altos para esfriar a atividade.

Em outra reportagem, o g1 perguntou a mais de 20 economistas de diferentes correntes de pensamento qual será o principal desafio econômico do próximo governo, seja ele qual for. O grupo reuniu autoridades e ex-autoridades do setor público, profissionais do mercado financeiro, pesquisadores e professores. Entre as respostas, um tema aparece de longe como o mais importante: o equilíbrio das contas públicas.

O pano de fundo é a dívida bruta do governo, que atingiu R$ 11 trilhões e chegou a 82,9% do PIB. As duas frentes se cruzam: o Banco Central segura os juros para esfriar a economia, e as famílias já chegam endividadas ao início do próximo mandato. Quem toma crédito, financia empresa ou planeja investir em 2027 vai sentir como o eleito lida com juro e conta pública ao mesmo tempo.

O próximo mandato começa com emprego forte, mas com juro alto e dívida pública limitando a margem de manobra.

Fonte: G1 Economia

Dois lados da xícara

▲ Ganha

Mercado de trabalho e exportadores: desemprego no piso histórico e balança positiva dão ponto de partida sólido

▼ Perde

Famílias endividadas e quem toma crédito: juros altos e inflação projetada acima da meta seguem no caminho

 
 
02  Energia↑ índice

Países liberam 325 milhões de barris das reservas e já cumprem 80% da meta de março

Os países-membros da Agência Internacional de Energia (IEA) já liberaram cerca de 325 milhões de barris de petróleo e derivados de suas reservas estratégicas desde março, informou a entidade neste sábado (3). O volume corresponde a 80% dos 400 milhões de barris que os governos haviam prometido disponibilizar naquele mês.

A promessa de março foi desenhada como uma ação coordenada para aumentar a oferta de petróleo e conter a alta dos preços. As reservas estratégicas são estoques de petróleo mantidos pelos países para uso em situações de emergência, como interrupções no fornecimento de energia.

Na conta simples, faltam cerca de 75 milhões de barris para completar o compromisso, o equivalente aos 20% restantes. O dado mostra que a maior parte da oferta extra já foi injetada no mercado e que os estoques de emergência dos países-membros estão menores do que estavam antes da ação. Para quem acompanha combustível, frete e custo de energia no negócio, o ritmo dessa liberação é o termômetro de quanto socorro ainda resta nas reservas.

A maior parte do socorro em barris já foi usada: restam cerca de 75 milhões do total prometido.

Fonte: G1 Economia

O nível da xícara

Barris das reservas estratégicas já liberados desde março frente ao total prometido pelos países da IEA.

Liberado
  
325 mi
Prometido
  
400 mi
 

Quem banca a edição de hoje

Blu Dot surpasses 2,000% ROAS with self-serve CTV ads

Home furniture brand Blu Dot blew up on CTV with help from Roku Ads Manager. Here’s how:

After a test campaign reached 211,000 households and achieved 1,010% ROAS, the brand went all in to promote its annual sales event. It removed age and income constraints to expand reach and shifted budget to custom audiences and retargeting, where intent was strongest.

The results speak for themselves. As Blu Dot increased their investment by 10x, ROAS jumped to 2,308% and more page-view conversions surpassed 50,000.

“For CTV campaigns, Roku has been a top performer,” said Claire Folkestad, Paid Media Strategist, Blu Dot. “Comping to our other platforms, we have seen really strong ROAS… and highly efficient CPMs, lower than any other CTV partner we've worked with.”

Using Roku Ads Manager, the campaign moved from a pilot to a permanent performance engine for the brand.

Patrocinadores mantêm a edição gratuita

 
 
 

Espresso

Varejo A Huawei inaugurou neste sábado (3) sua primeira loja autorizada definitiva em São Paulo, no Shopping Center Norte, para disputar o mercado premium de smartphones no Brasil. →

Saúde Eli Lilly e Novo Nordisk desenvolvem remédios baseados em amilina para complementar os GLP-1 contra a obesidade ou atender quem não responde bem a eles. →

Loterias A Mega-Sena 3066 não teve ganhadores e o prêmio acumulou, com o próximo sorteio podendo pagar R$ 92 milhões. →

 
 
03  Inteligência artificial↑ índice

Ex-segurança da OpenAI publica na The Atlantic crítica à cultura de velocidade das empresas de IA

Um ex-funcionário da área de segurança da OpenAI, empresa que criou o ChatGPT, criticou a forma como a companhia lida com a segurança da inteligência artificial. David Robinson, que deixou a empresa recentemente, publicou um artigo neste sábado (3) na revista americana The Atlantic.

Na avaliação dele, a cultura de desenvolvimento acelerado aumenta o risco de falhas. Robinson afirmou que as empresas de IA, incluindo a própria OpenAI, não estão sendo nem de perto cuidadosas o suficiente.

A crítica vem de quem trabalhou dentro da área responsável por segurança, e não de um observador externo, o que dá ao texto o peso de quem acompanhou a rotina de desenvolvimento por dentro. O alvo não é só uma empresa: Robinson inclui o setor inteiro na avaliação.

Para quem contrata ou integra ferramentas de IA no negócio, a crítica serve de argumento para perguntar ao fornecedor como ele trata o risco de falhas antes de ampliar o uso.

Antes de ampliar o uso de IA no negócio, vale cobrar do fornecedor como ele trata o risco de falhas.

Fonte: G1 Economia

Ouvido no balcão

nem de perto cuidadosas o suficiente

David Robinson, ex-funcionário da área de segurança da OpenAI, em artigo na revista The Atlantic

 
 
04  Publicidade↑ índice

Pesquisa da UFRJ mapeia 2.326 anúncios eleitorais na Meta no primeiro mês de campanha

O NetLab, laboratório de pesquisa em internet e redes sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), analisou 2.326 anúncios relacionados ao processo eleitoral veiculados na Meta durante o primeiro mês da campanha. Desse total, 1.586 atacavam instituições ou levantavam suspeitas sobre a condução, a fiscalização, o julgamento ou a garantia das eleições.

O levantamento identificou ainda conteúdos que colocavam em dúvida a segurança das urnas eletrônicas. Também apareceram peças publicadas por candidatos sem a devida classificação como propaganda político-eleitoral, um ponto que toca diretamente as regras de transparência da publicidade paga.

O estudo é um retrato do que circulou como anúncio, e não apenas como post orgânico: são peças pagas, com alcance contratado dentro da plataforma. Para anunciantes e agências, o dado mostra o ambiente em que a marca disputa atenção no feed em semana de eleição, com a publicidade política ocupando o mesmo espaço do leilão de anúncios.

Em semana de eleição, o feed pago divide espaço com publicidade política, e o anunciante precisa saber em que ambiente aparece.

Fonte: Época Negócios

A dose exata

Dos 2.326 anúncios eleitorais analisados pelo NetLab, 68,1% atacavam instituições ou levantavam suspeitas sobre o pleito.

 
 
05  Eleições↑ índice

TSE reforça com os mesários a regra dos óculos inteligentes na cabine de votação

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas-Boas Cueva, encaminhou na quinta-feira (1) um ofício a todos os tribunais regionais eleitorais do país. O documento pede que reforcem a orientação aos mesários sobre a proibição de aparelhos eletrônicos que permitam a gravação do voto dentro da cabine, como os óculos inteligentes.

O reforço aconteceu depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu alertas dos próprios tribunais regionais e de outras instituições. A preocupação era com o uso de vestimentas que permitam gravar o momento do voto, categoria em que entram os óculos inteligentes, como os da Meta.

A regra já existia, e o ofício serve para que os mesários saibam o que fazer diante de um eleitor com o equipamento. Para quem usa óculos com câmera no dia a dia, o aviso é prático: a tecnologia que virou acessório de rotina tem uso vedado justamente na cabine, onde o sigilo do voto é protegido.

Óculos com câmera ficam de fora da cabine de votação, e os mesários foram orientados a cobrar.

Fonte: Época Negócios

 
 

No radar · a agenda de hoje

Hoje · Dia de votação: o resultado define quem assume a economia de 2027 a 2030, com juros altos e dívida de 82,9% do PIB na mesa.

Hoje · Proibição de óculos inteligentes e aparelhos que gravem o voto vale dentro da cabine, e os mesários foram orientados a reforçar a regra.

Hoje · 4 de outubro também é o Dia Nacional do Pastel, que coincide com o dia da eleição.

Pra viagem

Deixe em casa os óculos inteligentes e qualquer aparelho que grave antes de ir à cabine de votação hoje.

O voto de hoje encerra uma escolha, mas a conta de juros, dívida e reservas continua aberta para quem assume em 2027. Bom dia para ler devagar e decidir sem pressa.

 
 

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Que parcela dos 400 milhões de barris prometidos pelos países da IEA em março já foi liberada das reservas estratégicas?

A50%
B65%
C80%
D90%

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