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Leilão de transmissão destrava R$ 8,9 bilhões e mantém deságio médio de 50%
O leilão de concessões de transmissão de energia realizado na sexta-feira na B3 parecia ocorrer num mundo paralelo ao mercado financeiro, abalado desde as eleições. Mesmo com a forte queda da Bolsa e o salto nos juros longos, todos os oito projetos receberam ofertas de diversas empresas. O capex total estimado é de R$ 8,9 bilhões, e o deságio médio das propostas foi de 50%, próximo ao das últimas licitações do setor. Os maiores vitoriosos foram grupos de capital espanhol, tradicionais investidores em transmissão no Brasil. A Neoenergia, da Iberdrola, a construtora Cymi e a Celeo Redes levaram dois projetos cada. A Cox, originada da antiga Abengoa, ficou com um lote, e a portuguesa EDP levou um projeto. Outros grupos foram mais cautelosos. A AXIA Energia, principal vencedora do leilão de julho, fez propostas com deságios de entre 3% e 32%, contra mais de 50% no pregão anterior, e saiu de mãos vazias. Engie e Alupar, que levaram lotes nas duas licitações anteriores do ano, também ficaram sem projeto, e State Grid, Taesa e ISA Energia não participaram. Uma fonte de banco avalia que as vencedoras apostaram em um mercado de dívida normalizado daqui a um ou dois anos, quando precisarão levantar o financiamento de longo prazo. Se o juro não cair como previsto, o retorno dos projetos fica pressionado, e os retornos em transmissão já estão comprimidos nos últimos leilões. Grandes utilities com custo de capital menor ou empresas com braço de construção são as mais competitivas.
Os projetos têm receita estável e corrigida pela inflação, então o leilão mostra que o capital ainda paga para construir, só que com retorno mais apertado.
Fonte: Brazil Journal
Dois lados da xícara ▲ Ganha Grupos espanhóis como Neoenergia, Cymi e Celeo Redes, que levaram dois projetos cada. | ▼ Perde AXIA, Engie e Alupar, que fizeram propostas mais cautelosas ou ficaram de fora e saíram sem lotes. |
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Google leva o Dreambeans à Índia com suporte a 13 idiomas locais
 O Google lançou na segunda-feira o Dreambeans, seu app experimental de IA, na Índia, o primeiro mercado fora dos Estados Unidos. O app, disponível para Android e iOS, tem suporte a 13 idiomas locais, entre eles hindi, punjabi, tamil, telugu e bengali, além do inglês. O lançamento vem menos de dois meses depois de o app ser aberto a todos os usuários americanos elegíveis com 18 anos ou mais. Apresentado em junho, o Dreambeans usa dados de serviços conectados do Google, como Calendar, Gemini, Gmail, Photos, Search e YouTube, para gerar histórias ilustradas sobre os interesses e a rotina do usuário, sem exigir comando escrito. As ilustrações eram estáticas no início, e o Google passou a animar imagens de algumas histórias com o modelo de vídeo Veo. Segundo Gozde Oznur, gerente de produto do Google, a Índia foi escolhida pelo interesse de usuários locais e pelo uso amplo dos serviços da empresa. O país se destaca pela alta sobreposição de usuários entre Gemini, Gmail e Google Photos. A tração nos EUA é modesta. A Sensor Tower estima cerca de 55 mil downloads desde junho, com 63% deles em setembro, e uma queda de 84% em outubro, para cerca de 5,5 mil. O app foca em histórias personalizadas, não em consultas amplas como os concorrentes.
O Google testa IA pessoal alimentada pelos próprios serviços num mercado onde esses serviços se sobrepõem.
Fonte: TechCrunch
A dose exata R$ 8,9 bilhões Capex total estimado dos oito projetos do leilão de transmissão, todos com ofertas de diversas empresas. |
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